Dayse Cristina Oliveira Melo | Comportamento

Hábitos associativos de Sono do Bebê

A consultora do sono Dayse Melo fala sobre a cama compartilhada.

Publicado em 10/08/2017

Dayse Cristina Oliveira Melo

Dayse Cristina Oliveira Melo - Comportamento

Colunista
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Hábitos associativos de Sono do Bebê

Nos textos anteriores consideramos os hábitos que a criança associa para dormir.

 

Explicamos que para cada transição do sono leve para o sono profundo, ela necessita dos hábitos associativos para renovar seu ciclo de sono.

 

Os pais necessitarão de muita paciência para ajudar o filho a aprender um novo grupo de associações, pois para qualquer ser humano a perda de um hábito é muito difícil, principalmente os que estão relacionados ao momento de descanso e repouso.

 

Chupeta, mamadeira, balanço, coçar as costas, mexer no cabelo são hábitos que, muitas vezes, apenas trocamos um pelo outro, não percebendo que ainda assim, a criança precisa de ajuda para voltar a dormir.

 

Quando esses hábitos são muito frequentes os pais, exaustos, levam as crianças para a sua cama, criando assim a chamada “cama compartilhada”.

 

A “cama compartilhada” é usada por diversos motivos. Cada família que a cria tem sua alegação. E entendemos cada uma delas. Partilhamos da ideia de felicidade e bem-estar da família.

 

O que seria importante destacar é que os hábitos associativos podem se desenvolver onde quer que a criança esteja. Na sua cama ou na dela.

 

O fato de dormir com os pais não quer dizer que ela não precise de ajuda para recolocar a chupeta, coçar suas costas, mexer no seu cabelo e voltar a dormir.

 

Existem muitos entendimentos acerca da cama compartilhada. E respeitamos todos.

 

Sugerimos que as famílias que o fazem, ao entenderem e perceberem a necessidade de separar as camas, os quartos, que o façam de maneira gradual. Nesse caso, o acompanhamento de um profissional especializado em Sono Infantil seria ainda mais indicado, isso porque como dissemos no início do texto, essa criança está perdendo um hábito, e para ela é muito difícil.

 

Neste momento, o importante é trabalhar os limites da criança e as expectativas dos pais, que também estão acostumados com a rotina de compartilhamento.

 

A modificação na conduta familiar tem que ser feita devagar, com tranquilidade e respeito para que não haja um grande impacto na rotina da criança e da própria família. Essas modificações devem servir para ensinar a criança que as coisas mudam, mas que nada precisa ser tão rápido e traumático.

 

Todas as decisões de modificação que envolva uma escolha feita pelo casal tão logo o bebezinho chegou da maternidade e ao longo de suas vidas, devem ser elaboradas e trabalhadas para a tranquilidade familiar.

 

Alterar rotinas e comportamentos requer muita paciência e compreensão de todos os envolvidos.

 

Sim, a “cama compartilhada” indica amor e proteção, mas existem também muitas outras formas de transmitir esses sentimentos. E, exatamente por isso, entendemos cada escolha familiar e apoiamos.

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Sobre o colunista

Dayse Cristina Oliveira Melo

Consultora Materna Especialista em Aleitamento Materno
Consultora do Sono Infantil 
Proprietária da A Mamãe Nasceu Assessoria
Mãe do Henri e esposa do Carlos