Fga. Haydée B. L. Zamperlini | Fonoaudióloga

Como nascem a linguagem e a fala do seu bebê?

Conversar com o bebê durante a gravidez é o primeiro passo

Publicado em 23/12/2017

Fga. Haydée B. L. Zamperlini

Fga. Haydée B. L. Zamperlini - Fonoaudióloga

Colunista
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Como nascem a linguagem e a fala do seu bebê?

Você pode começar, ainda no seu útero, a estimular e consequentemente interagir com seu filho. Nesta fase intrauterina e logo após o nascimento a fala e a linguagem já estão sendo preparadas.

 

Como ocorre isso durante a gravidez:

 

- conversando com o bebê antes mesmo dele nascer. Ele reconhece a voz da mãe, do pai e as demais vozes que o cercam diariamente, todos os sons próximos a barriga da mamãe;

 

- quando nasce, ele já esta familiarizado com a voz da mãe que é a primeira a ser reconhecida e a cada dia vai reconhecendo outros sons que eram soados quando ainda estava dentro da barriga;

 

- o voz do pai é muito importante. Converse, conte histórias mesmo que curtas, marque sua presença. Sua entonação é diferente e marcante.

 

Depois que o bebê nascer:

 

- fala simples, nomeando objetos, partes do corpo;

 

- use nomes sem diminutivos ou apelidos, ele aprenderá o modelo enfatizado. Se você quer que ele saiba o nome certo nomeie corretamente;

 

- não infantilize a  sua fala, pois a criança sempre verá os pais como modelo;

 

- o contato visual ( movimento articulatório das palavras estimula e cria afetividade) é a forma que o bebê se espelha, imitando todos os seus movimentos da boca como estivesse tentando fazer uma leitura labial;

 

- o diálogo do casal já é perceptível, cuidado com as discussões;

 

 - entonação como gritos geram estresse e seu filho irá imitar.

 

A partir dos 6 meses se inicia o balbucio (sons, gritos). Nessa fase é importante incentivá-los a qualquer som produzido, você pode imitá-lo também. Cuidado para não assustá-lo, muita ansiedade para a fala pode atrapalhar.

 

O bebê diferencia a fala do adulto e da criança, por isso pode aprender mais rápido com crianças.

 

Brincar bastante , sem aparelhos eletrônicos, com material lúdico é uma forma de incentivar e ensinar a fala.

 

Quando tiverem dúvidas procure um fonoaudiólogo, ele pode ajudar.

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Sobre o colunista

Fga. Haydée B. L. Zamperlini

CRFa. 2 - 3468
 

Especialista em Audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia

Especialista em Motricidade Orofacial  pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia
Mestre em Distúrbios da Comunicação- Pontifícia Universidade  Católica de São Paulo  -  PUC-SP



Fonoaudióloga Clínica

Assessoria  Escolar