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Células-tronco, porquê coletar e armazenar

Procedimento comum em outros países ainda é pouco difundido no Brasil

Publicado em 18/12/2017

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Células-tronco, porquê coletar e armazenar

A coleta e o armazenamento de células-tronco ainda são pouco difundidos no Brasil. Diferentemente do que acontece nos EUA, onde os casais grávidos vão para a maternidade levando o material para coleta do sangue do cordão umbilical e armazenamento em banco privado, no Brasil ainda há muitas dúvidas em relação a necessidade e eficácia do processo. Conversamos com o Dr. Elíseo Sekiya, consultor científico da CordCell Centro de Terapia Celular, para esclarecer as perguntas mais frequentes sobre o assunto. Confira:

 

SMPV: O que é célula-tronco?

É a célula "mãe", uma célula especial que, dentro de algumas características, destacam-se: 

  • Autorreplicação: Capacidade de se multiplicar, gerando células idênticas a ela.
  • Indiferenciação - Não é especializada como as células que constituem o cérebro, coração, ossos e outros tecidos.
  • Transdiferenciação: Se transforma em outras células especializadas.  

 

SMPV: Como é realizada a coleta do cordão umbilical?

Após o nascimento do bebê, sendo parto normal ou cesárea, o médico obstetra autoriza a entrada do enfermeiro, ou o próprio médico realiza a coleta do sangue contido no cordão umbilical, com uma agulha conectada a uma bolsa estéril. Após a coleta do sangue, se a família optou por coletar o tecido do cordão, uma parte do tecido é acondicionada em coletor de amostra específico para ser encaminhado ao laboratório, juntamente com a bolsa coletada do sangue. Os procedimentos são rápidos e totalmente indolores. Não há contato com a mãe, nem com o bebê.

 

SMPV: Quais doenças são tratáveis com as células-tronco?

Com as células-tronco obtidas do sangue do cordão umbilical, são tratadas cerca de 80 doenças, como exemplos, as leucemias, anemias e linfomas. 
Existem outras doenças sendo estudadas, com o uso das células do sangue do cordão e também com células do tecido do cordão, como tratamentos. Atualmente, mais de 200 estudos com aplicações dessas células, estão em fases diversas. Doenças como Diabetes tipo 1, defeitos congênitos no coração, acidente vascular cerebral isquêmico, estão entre os mais de 200 estudos.

 

SMPV: Qual é a durabilidade e como é o armazenamento?

As células-tronco são criopreservadas em bolsas exclusivas para essa finalidade, que suportam temperaturas ultra baixas. Ficam armazenadas em tanques com nitrogênio líquido, a  -196 graus. Esse método é o mesmo utilizado para as primeiras células armazenadas, na década de 80, e que periodicamente, o pesquisador responsável prof. Hal Broxmeyer publica os resultados pós descongelamento. Em 2011, as células tinham 22,5 anos de armazenamento e quando descongeladas, permaneceram vivas com sua capacidade regenerativa. 

Esses resultados permitem concluir que, mantendo as condições ideais de armazenamento, elas podem permanecer criopreservadas por tempo indeterminado.

 

Para maiores informações, acesse: http://www.cordcell.com.br

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