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Novas diretrizes do parto normal divulgadas pelo Ministério da Saúde

Governo quer humanizar o parto normal reduzir intervenções desnecessárias.

Publicado em 10/03/2017

Marcela Lima

Marcela Lima - Conteúdo Somos Mães Agência Digital

Somos Mães de Primeira Viagem
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Novas diretrizes do parto normal divulgadas pelo Ministério da Saúde
Na última quarta-feira, 8 de março, o Governo Federal lançou uma série de novas diretrizes para a realização do parto normal e, assim, evitar intervenções consideradas desnecessárias. Nessa nova ação a mulher poderá ter maior poder sobre a decisão de como o seu filho vai nascer. 
 
As novas diretrizes foram determinadas por um grande grupo de obstetras, clínicos gerais, neonatologistas, anestesiologistas, enfermeiras e vários integrantes de grandes entidades da área da saúde. Esse grupo de especialistas estudou e baseou essas mudanças em evidências científicas que foram coletadas. 
 
Boa parte das medidas que foram anunciadas já eram recomendações do ministério, porém, a partir de hoje elas se tornaram normas obrigatórias. E as gestantes podem questionar o médico no caso de descumprimento das regras. Todas as unidades de saúde terão que cumprir obrigatoriamente todas as normas. 

Uma novidade muito importante é que as gestantes terão um plano de parto. Através disso elas terão acesso desde começo do atendimento pré-natal a informações, como local do parto, data e como será o procedimento. Para, assim, todas as mulheres ficarem preparadas para os próximos meses e passarem a cogitar um parto normal.

Confira as novas diretrizes que devem ser aplicadas pelas maternidades:
 
  • Permitir à mulher a posição que ela preferir durante o parto, visando conforto;
  • A presença de doulas e de acompanhante é permitida;
  • Dieta livre, com o fim do jejum obrigatório;
  • Métodos de alívio para a dor, como massagens, banhos quentes e imersão na água;
  • Direito à anestesia e à reaplicação dela;
  • Contato pele-a-pele da criança com a mãe imediatamente após o parto;
  • Direito à privacidade da gestante e família;
  • Estímulo à amamentação.
     

Métodos que precisam ser evitados quando possível:

 

  • Episiotomia (corte do períneo);
  • Uso do hormônio ocitocina para acelerar a saída do bebê;
  • Cesariana;
  • Aspiração do nariz e da faringe do recém-nascido;
  • Técnica conhecida como "manobra de Kristeller", quando se pressiona o útero da mulher para ajudar na expulsão da criança;
  • Uso do fórceps;
  • Lavagem intestinal antes do parto;
  • Raspagem dos pelos pubianos;
  • Rompimento da bolsa;
  • Corte precoce do cordão umbilical, os médicos deverão esperar de 1 a 5 minutos ou até cessar a pulsação.
     

O governo também vai ampliar o acesso de mulheres ao método contraceptivo Dispositivo Intrauterino de Cobre (DIU) que é oferecido em Unidades básicas de Saúde. Agora o contraceptivo também será oferecidos para mulheres depois do parto e após abortos. 

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