Mães & Filhos | NOTÍCIA

DPAC: distúrbio do processamento auditivo central

Transtorno ainda pouco conhecido pode ser confundido com TDAH e déficit de atenção.

Publicado em 20/04/2017

Laís Bola

Laís Bola - Conteúdo Somos Mães Agência Digital

Somos Mães de Primeira Viagem
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DPAC: distúrbio do processamento auditivo central

Você sabe o que é DPAC, distúrbio do processamento auditivo central? Pois é, muita gente não conhece e não sabe que tem, afinal, é uma desordem reconhecida há apenas 15 anos e ainda pouco diagnosticada pelos médicos. 


O DPAC afeta a capacidade de compreensão dos sons e pode prejudicar o desenvolvimento intelectual. A criança ouve normalmente, mas não consegue interpretar. É como se escutasse apenas ruídos. 


Mamãe, fique atenta, os sintomas são dificuldade de aprendizagem, de memorização e desatenção, cansaço rápido e agitação ao assistir aulas, dificuldade para ouvir e prestar atenção em lugares barulhentos, demora pra escutar ou compreender o que foi dito, dificuldade para localizar de onde o som está vindo e de entender conceitos abstratos. 


"A criança ou adolescente com DPAC não consegue discriminar os sons quanto à sua localização e amplitude e não reconhece ou não compreende o significado de cada ruído presente no ambiente. Com isso, o mundo se transforma em uma incômoda confusão de barulhos desconexos e embaralhados”, explica Marcela Vidal, fonoaudióloga da Telex Soluções Auditivas.


Além disso, pode ser confundido com dislexia ou transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), já que falta de concentração, desinteresse, hiperatividade, baixo rendimento escolar e isolamento social podem ser consequências dos sintomas do problema auditivo.


A causa ainda não é certa, acredita-se que a falta de estímulo sonoro pode ser um fator importante. Já o diagnóstico acontece na fase de alfabetização, já que o aluno pode apresentar dificuldade de memória, de entendimento, falta de concentração e incapacidade de leitura e escrita. 


“É de extrema importância que o diagnóstico seja efetuado o quanto antes para que as dificuldades no aprendizado sejam superadas mais facilmente. O cérebro humano tem, principalmente durante a infância, uma grande flexibilidade. Com o tratamento fonoaudiológico e o apoio de uma equipe pedagógica adequada desde cedo, a criança tem grandes chances de obter um ótimo desempenho escolar, pois seu cérebro estará sendo treinado a desenvolver mecanismos diferentes e rotas alternativas para driblar o distúrbio”, diz a fonoaudióloga, que é especialista na área de Audiologia infantil.


É muito importante que pais e professores fiquem atentos à qualquer sinal de desordem para o diagnóstico rápido e tratamento eficaz.

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