Mães & Filhos | NOTÍCIA

É normal o bebê ter espasmos durante o sono?

A duração dos espasmos e a idade do bebê podem fazer diferença na avaliação.

Publicado em 28/08/2017

Marcela Lima

Marcela Lima - Conteúdo Somos Mães Agência Digital

Somos Mães de Primeira Viagem
compartilhamento:
  • Compartilhar no Facebook
  • Twittar
  • Compartilhar no Google Plus
É normal o bebê ter espasmos durante o sono?

O sono do bebê costuma ser uma das coisas que mais gera dúvida nos pais de primeira viagem, não é mesmo? Principalmente nos primeiros dias e meses de vida do bebê. E quando o bebê apresenta pequenos espasmos durante o sono isso é capaz de tirar o sossego dos pais, mas como saber se é normal?

 
Segundo a Dra. Julia Borten, neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, o sono do bebê é bem diferente e apresenta dois estágios: "Eles passam mais tempo em um estágio do sono que é mais leve - o sono REM - que é onde sonhamos. Já o estágio não REM é o sono profundo onde nossa respiração é regular e ficamos mais quietos". 

 
No estágio mais leve do sono é possível identificar alguns movimentos, que são normais. "No estágio do sono mais leve é comum os bebês chutarem, chorarem, se contorcerem, fazerem careta, etc. Logo após, entram na fase de sono profundo. Esses movimentos são geralmente curtos, rápidos, não existe alteração na coloração (não fica roxinho, etc)", explica Julia.

 
Há também uma imaturidade do sistema nervoso do bebê que ainda está em desenvolvimento e pode causar esse tipo de espasmo na criança. "Existe uma condição também chamada mioclonia benigna do sono que ocorre pela imaturidade do sistema nervoso, que apesar de ser benigna necessita de avaliação pelo pediatra ou neurologista infantil para chegar ao diagnóstico correto", continua a doutora.

 
Geralmente, os espasmos não indicam nenhum tipo de problema, porém, é preciso ficar atento a outras características que o bebê apresenta. "Dependendo do tipo dos movimentos, duração e idade do bebê podem ser características normais. Mas é sempre importante conversar com seu pediatra", finaliza Julia.

compartilhamento:
  • Compartilhar no Facebook
  • Twittar
  • Compartilhar no Google Plus