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Reprodução assistida para casais sorodiscordantes

Como funciona esse processo?

Publicado em 16/10/2017

Marcela Lima

Marcela Lima - Conteúdo Somos Mães Agência Digital

Somos Mães de Primeira Viagem
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Reprodução assistida para casais sorodiscordantes

Muitas são as dúvidas sobre a reprodução humana em casais sorodiscordantes, e devido a todo um avanço tecnológico através da reprodução assistida é possível que casais nessa condição tenham um bebê saudável. Portadores de HIV ou Hepatite B ou C, sendo um ou ambos, podem, sim, ter filhos através dessa técnica.
 

O Dr. Alfonso explica como que a reprodução assistida acontece nesses casos: "O tratamento para casais sorodiscordantes consiste em uma lavagem seminal realizada através da centrifugação e ultra-filtragem que isolam do líquido seminal os espermatozoides livres de contaminação do ambiente onde o vírus se concentra – o líquido seminal – e possibilitando assim a utilização de espermatozoides sadios para procedimentos como a inseminação intra-uterina e a Fertilização In Vitro/ICSI. Assim, o tratamento para casais sorodiscordantes consiste na lavagem seminal, o paciente portador de HIV e/ou Hepatites B e C tem a possibilidade de gerar um filho sem que mãe e bebê corram riscos de serem contaminados."
 

Cada caso tem um procedimento diferente, como o médico explica:
 

1. Homem infectado e mulher não: é a mais simples e não existe contra-indicação para a gestação, pois se trata de mulher sadia. O importante é estabelecer os critérios laboratoriais para o preparo e a forma de utilização do sêmen do homem infectado.
 

2. Homem e mulher infectados: a realização ou não do procedimento dependerá do estado clínico de saúde da mulher e, no que concerne ao HIV, se houver sorodiscordância para outras infecções coexistentes como hepatite B, hepatite C e HTLV em um dos parceiros.

 

3. Homem não infectado e mulher infectada: a situação clínica da mulher é o fator limitante. Nestes pacientes o parto vaginal e a amamentação devem ser evitados para não ocorrer a transmissão vertical. Os casais e bebês submetidos a estes tratamentos deverão ser acompanhados por infectologistas por, pelo menos, 10 anos.
 

Mas quais são os cuidados antes de começar o tratamento?
 

1. Acompanhamento e consentimento do infectologista responsável pelo paciente

2. Dosagem dos linfócitos T CD4+/mm3;

3. Avaliação de carga viral no sangue;

4. Avaliação da carga viral no sêmen (número de cópias/ml). Fundamental nos casos em que o marido for o infectado, mesmo que a carga viral plasmática (no sangue) for baixa ou inexistente, isto não elimina a possibilidade de encontrar o vírus no sêmen. Por isto esta avaliação é muito importante antes do início do tratamento.

 

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Fonte: Clínica Mãe

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